Terça-feira, 9 de Agosto de 2005

.::Metamorfoses::. (III)

         Quando íamos para o carro, puxei-a pelo braço. Tínhamos que conversar, depois da noite de ontem as coisas não podiam ficar assim.


         - Tas parvo? Deixa-me! Vamos embora que eles estão à nossa espera!


         - À nossa espera? Ou à espera que essa tua birra te passe? Que se passa contigo? A noite de ontem pôs-te assim! Não te obriguei a nada.


         - Eu sei! Fiz porque quis mas foi só uma curte!


         - Uma curte??? – passei-me! Não gosto de curtes, o que aconteceu ontem tinha sido por ainda gostar dela, foi um erro termos acabado!


         - Sim, uma curte! Não posso estar mais contigo, já não significas nada! Lamento.


         - Lamento, muito bem! As tuas palavras tocam-me imenso, nem queiras saber…se ontem envolvemo-nos, melhor se ontem me deixei envolver contigo foi porque ainda sinto alguma coisa por ti.


         - Ruben o mesmo não se passa comigo, acabamos e foi mesmo o fim. Eu gosto de outra pessoa, vamos embora que os outros estão à nossa espera.



         Nem acredito no que ouvi, ela não era assim mas pronto, paciência.


 


[ (Cátia) Que burra que sou! Porquê? Porquê é que eu lhe disse isto! Foi melhor assim, gosto de outra pessoa e não posso estar sempre dividida entre os dois. ]


 


         A tarde passou-se! O David finalmente começou-se a fazer à Rute, já não era sem tempo e o Miguel continuava muito pensativo, tinha que falar com ele mas não sei como. Passamos no final da tarde pela praia, e eu bem via o olhar da Cátia para os carinhos que o David fazia à Rute, será que é dele que ela gosta? Não pode ser! Eles não se suportavam, andavam sempre a discutir por terem ideias completamente opostas. Ou será que o parvo aqui sou eu?


 


         Não me precipitei, fomos para casa e enquanto preparava o jantar procurei-a pela casa toda, precisava de falar com ela. Havia coisas por esclarecer…


Encontrei-a no jardim.


         - Posso?


         - Claro que podes!


         - Desculpa, sei que já tratamos deste assunto mas hoje pela tarde reparei no modo como olhavas para o David, esse teu olhar…


         - Que queres dizer com isso agora controlas-me!?


         - Não, simplesmente quero esquecer-te como hoje ficou bem assente, entre nós, e para isso quero que me respondas com toda a sinceridade, como sempre fizeste, é do David que gostas?


         O nosso diálogo ficou congelado! A Cátia procurava no meu intimo a resposta para me dar, talvez uma resposta que ela nem sabia ainda, eu aguardava impacientemente, até que ela agarrou-me na mão…


(…)

publicado por R.M. às 13:15
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