Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005

.::Metamorfoses::. (VIII)

         Não podia acreditar que alguém pudesse fazer o que os meus olhos viam.


Os braços da Márcia esvaiam-se, em sangue. Horrível!!! Não sabia que fazia, decidi sair dali mas manter-me alerta ao estado dela. Passados cerca trinta minutos ela passou, e foi para o quarto.


         Fiquei ainda um pouco na sala a dar voltas ao assunto, porque é que a Márcia fez aquilo? Não é normal.


 


         A noite passou e acordei cedo, a Márcia já estava na cozinha, estávamos sozinho, achei o momento ideal para falarmos:


         - Olá Márcia! Tudo bem?


         - Sim está tudo!


         - Desculpa estar a tocar no assunto mas … ontem à noite eu vi-te no muro.


 


A Márcia ficou alertada, posso dizer que entrou num ligeiro clima de pânico, a tensão no nosso diálogo aumentou.


 


- Sim, eu gosto de ficar um pouco na rua à noite a pensar!


- A pensar? Ouve, sei que tens algum problema e quero-te dizer que podes contar comigo, mesmo me conhecendo a apenas dois dias!


- Estás parvo, comigo está tudo bem!


- Não faças de mim parvo, não me atires areia para os olhos! Se eu me ofereci para ajudar, podes confiar. – Levantei-me da cadeira e ia sair, já todo chateado.


- Espera … eu preciso de falar!


- Bom dia!!! – Chegou a Rute, interrompendo-nos a conversa.


 


         Não acredito nisto, no momento em que ia saber o que se passava com ela a Rute tinha que chegar. Tal como ela desceram todos.


 


         A Márcia saiu da mesa e foi para o quarto, pouco depois vou até ao seu quarto:


         - Posso entrar?


         - Um momento só, vou trocar de camisola! …Já podes.


         - Podemos falar agora, se quiseres.


         - Quero, preciso mesmo! Ontem à noite viste alguma coisa?


         - Sim vi – Nesse instante levanto-lhe os braços da camisola, para elucidar-lhe do que tinha visto, ela baixou os olhos. – Porque fazes isso?


         - Não sei…


         - Toda a gente faz alguma coisa por alguma razão.


         - Sim mas só dou por mim depois de já estar feito, eu não tenho noção do que estou a fazer no momento, é um modo que eu tenho de descomprimir tudo o que me vai lá dentro…


         - Mas porquê?


         - Eu sofro de…


(…)

publicado por R.M. às 22:45
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De mocho a 21 de Agosto de 2005 às 05:25
A escrever dessa maneira, é um vício vir aqui e saber o que se vai passar no post seguinte. Apanhaste-me quando foi do resultado do exame da sida. Pensei que se tratasse de uma preocupação real mas agora acho que são escritos de um autor que ainda pode dar que falar por aí. Fica bem e ... para quando o próximo post?


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