Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

.::Metamorfoses::. (XI)

         …sinto uma mão percorrer-me o corpo, num gesto sensual que me provoca um arrepio de puro êxtase. Agarro na mão que me descobre o corpo e uma voz diz-me:


         - Porque paraste-me?


         - Porque não está certo!
         - Quem és tu para dizer o que está certo ou errado?


         - Eu? Não sou ninguém, no entanto, não cometo o mesmo erro duas vezes.


 


         (Viro-me)


 


- Vai deitar-te Cátia, bebeste muito e precisas de descansar, se quiseres tomar banho eu saiu e tomas ou esperas que eu tome o meu banho a decisão é tua, os dois é que não ficamos aqui.


 


         - Ok! Toma, eu tenho tempo.


 


         Que se passa com ela? Pensa que eu sou um brinquedo que pode manipular quando quiser e muito bem entender? Não vou cometer a mesma loucura duas vezes!


 


         Acabei o duche e quando saí já não a via. Vou para o meu quarto, estava uma noite quente, acabei por me deitar sobre a cama com a toalha enrolada à cintura. Não deixava de pensar no que tinha visto entre o João e o vigilante, realmente é algo completamente normal e não o posso discriminar por isso. Homossexualidade tratasse apenas dos gostos das pessoas, tal como “nós” Heterossexuais que gostamos de pessoas do sexo oposto ao nosso, eles gostam de pessoas do mesmo sexo, tal como os homens também existem as mulheres.


Quem diria que o João e o vigilante eram Homossexuais? São pessoas tão normais, talvez por serem mesmo normais!!! Depois disto, posso estar muito bem perto de algum e nem vou dar de conta. Bem, acho que não devo dizer nada a ninguém sobre isto, as pessoas têm direito à sua privacidade e vou respeitá-la!


 


Acabei por adormecer perante as minhas divagações, acordei sobre a manhã. Como sempre fui até à cozinha e já lá estava o João, estava em boxers “exibindo” o seu bronze invejável.


 


- Bom dia – digo.


- Bom dia Ruben! Olha ainda bem que cá estamos sozinhos, tenho um assunto para falar contigo!
         - Sim diz
– fiquei meio atrapalhado por não saber que queria ele falar comigo.


- Sabes, tenho reparado muito em ti…


(…)

publicado por R.M. às 12:49
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