Domingo, 17 de Abril de 2005

Anjo sem Asas!


   Era um em que o Sol se escondia por detrás das nuvens, adivinhava-se chuva! As ruas da cidade começavam a ficar vazias; olho para um lado e para o outro e já não vejo ninguém! Vou caminando em direcção do nada e com objectivo algum, olho ao longe e vejo uma pessoa a complentar o Pôr-do-Sol, sinto-me a ser guiado na sua direcção, o meu corpo leva-me para lá como se tivesse vontade própria! Essa pessoa tinha um olhar triste, magoado e até mesmo ferido!


Perguntei-lhe que se passava mas de nada serviu, senti uma necessidade enrome de ficar ali a olhar-lhe! A dada altura a minha mão ergue-se e foi ao encontro da sua mão, era bonita e tinha um toque muito suave, fiz com que escosta-se uma mão na minha cara e outra no meu coração e sorriu! Nada mal uma reacção desse género para quem não cedia a falar.


 


Todos os dias no meu caminho para casa, encontrava essa pessoa, no mesmo lugar! Passadas algumas semanas já nos conheciamos e estavamos todos os dias, às mesmas horas e no mesmo local... já fazia parte das nossas vidas estarmos juntos e aquela cara triste converteu-se num sorriso permanente e o meu coração apertado começo novamente a soltar-se.


Passaram-se meses a fio, e nunca mais nos separamos, até o dia em que começei a reparar numa coisa diferente nessa pessoa. Nas suas costas ele tinha duas cicatrizes das quais começavam a nascer um par de asas, então aí contou-me que era um anjo e antes de me conhecer tinha sofrido muito por amor, ao ponto de ter perdido as suas asas e agora que me amava as suas asas podem de novo crescer e novamente vejo uma expressão triste na sua face...


Perguntei que tinha e disse-me ainda que na altura em que as suas asas tivessem crescido completamente, teria que voltar para o local de onde tinha vindo.


(In)Felizmente cresceram e chegou ao dia da sua partida! Encontramo-nos uma última vez no local onde conhecemo-nos, deu-me um beijo, o nosso primeiro e único beijo, abraço-me...


Depois voltou-me costas, abriu as suas asas e partiu sem olhar para trás...


Caí de joelhos naquele local e as lágrimas começaram-me a cair pelo rosto por saber a minha triste sina.


A partir dessa noite, sempre que estou na cama, antes de dormir, sinto um doce toque nos meus lábios e sei que é um beijo seu de boa noite...


Pena todos os Anjos terem Asas!

publicado por R.M. às 15:03
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