Domingo, 21 de Novembro de 2004

O Padre que pecou...

Ernesto era o Padre da aldeia. Tudo indicava que era um bom homem, com um bom coração mas aquela juventude fazia suspirar o coração de muitas raparigas da aldeia.


O Padre anterior a Ernesto, havia morrido de velhice, duas semanas após a sua morte, pisa o solo daquela região, um homem adulto de corpo bem definido, moreno, olhos verdes, cabelo castanho claro, entre muitos outros atributos a ele inerentes!


Ernesto teve uma semana a fazer algumas alterações na igreja de modo a ficar mais agradável, as pessoas que por ali passavam viam uma pessoa diferente e olhavam-no de lado, por outro lado as raparigas, passavam o dia no café-jardim que havia mesmo ali defronte da igreja, não tiravam os olhos do Padre.


O Padre cansado de tanto trabalho decide ir ao café tomar algo para se refrescar. Fernanda, a empregada do bar atende-o: - Bom dia! Deseja alguma coisa?


- Sim, pode ser uma água mineral fresca.


- É novo por aqui?


- Sim, sou o novo Padre da vossa paróquia. Começo já no próximo domingo.


Fernanda ficou estupefacta, perante a resposta do Padre. Logo após a saída do Padre ela tinha que dizer às pessoas. O burburinho foi geral.


Passaram-se meses e todos adoravam o novo Padre. Marina, uma mãe afastada da sua filha por consumo de drogas, decidiu falar com o Padre a ver se conseguia ajuda, todos os dias a sua visita à paróquia era inevitável.


Graças ao Padre, Marina parou o consumo de drogas e começou a poder desfrutar da companhia da sua vida mas não era tudo, ela gostava da companhia do Ernesto começou a senti-lo como seu amigo e havia qualquer tipo de ligação muito forte entre os dois.


Numa noite, Marina convida Ernesto a jantar com ela. Marina preparou uma mesa muito bonita, simples e com um toque muito romântico, sobre a mesa havia flores e velas. Para finalizar vestiu um vestido muito bonito e ficou a aguardar a chegada do seu "amigo". Jantaram, conversaram até que as mãos, dos dois, juntam-se: - Eu gosto muito de ti, Ernesto! - disse Marina.


- Marina, não digas isso! Eu não posso!


- Sim eu sei, mas ninguém pode proibir-me de te amar. Tu fizeste-me muito bem, eu hoje estou "curada" devido à tua persistência para comigo.


- Mas...


- Não digas mais nada...


Marina levantasse e beija apaixonadamente Ernesto, e este sem poder lutar contra o que sentia, não pôde evitar que os dois concebessem o verdadeiro amor. No dia seguinte acordam os dois juntinhos um ao outro. - E agora, que fazemos? - questiona Marina - Vais continuar comigo não vais?


- Não te posso responder a isso, eu gosto de ti. Mas isto é a minha vida, foi o que eu escolhi para fazer da minha vida, tenho que pensar, vou estar um tempo fora preciso de repouso.


Ernesto este fora da aldeia durante três semanas, Marina já desesperava, quando voltou fazia-se acompanhar por um outro Padre. Ernesto dirigiu-se à casa de Marina e explicou tudo o que tinha feito neste tempo e o que decidiu fazer.


A aldeia passou a ter um novo Padre, Ernesto deixou de vestir as suas vestes de Padre e voltou a ser mais um homem comum. Comum poderá ser, mas FELIZ, mais feliz que muitas pessoas que deixam morrer os seus sonhos só por quererem ser bem vistos aos olhos dos outros mesmo que custa a felicidade.


Nunca deixes que os teus sonhos morrerem mesmo que por mais difícil que seja o caminho, caso contrário nunca saberás se consegues atingir determinado objectivo que seja, nunca te dês por vencido!

publicado por R.M. às 14:43
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1 comentário:
De jose fernandes a 21 de Novembro de 2004 às 22:31
sim sr esta bonito o padre virou-se
para outro lada da vida encontrou
outra felicidade a vida é assim amigo pensamos que estamos bem com uma coisa e depois vamos tentando outra e ele se sente feliz ok comprimentos e força ctg


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