Sábado, 4 de Dezembro de 2004

O Amor não escolhe...faz acontecer!

Naquela altura, houve uma troca de professores. O meu professor de Matemática tinha sido transferido para outra escola e foi substituído por uma professora, aparentemente nova, bonita, simpática e muito mais havia por descobrir.


A ida às aulas de matemática passaram a ser um prazer, ao contrário do que se passava antes, nem os meus amigos reconheciam-me. Num destes dias vou eu pelo corredor e embato contra a Prof. de matemática, caindo-lhe um monte de livros no chão: - "Desculpe, stôra! Não se preocupe que eu apanho" Num ápice, apanhamos ambos o mesmo livro, toquei-lhe na mão, não me esqueço daquela mão quente, macia, suave, era uma pele de deusa. Olhei-lhe nos olhos tinha olhos castanhos e brilhavam imenso, ficamos os dois parados e só mesmo o som rompante do toque de entrada foi capaz de quebrar tão delicado momento.


- "Deixe estar Stôra que eu, levo os livros até à sala, está muito pesado para si" – disse eu.


Agora o tempo de aula passava a correr, (logo agora que podia passar mais devagar) no final da aula deixei que todos saíssem.


- "Stôra!"


- "Sim André!?"


- " Sentiu o que eu senti, não sentiu?"


-"Quando?"


-"Há pouco, antes da aula, quando os livros caíram!"


-"Não senti nada, além do mais tenho que ir estou atrasada"


-"Podemos ir ao café, depois das aulas?"


-"Não posso, eu sou tua professora, não podemos ter uma relação de amizade perante a população escolar, seria expormo-nos demasiado. Ficamos pela ligação aluno – professor. Até manhã André, quando sair feche a porta"


Fiquei ali na sala parado, há espera que ela voltasse atrás com o que tinha dito mas não, ela não voltou.


À hora da saída estava eu no portão principal à espera que ela saísse. Quando passou por mim, nem reparou na minha presença, então segredei-lhe ao ouvido:


- "Precisa de ajuda?"


A stôra assustou-se de tal modo que os livros voltaram-lhe a cair, desta vez ajudei-a e certifiquei-me de que não havia ninguém a ver-nos, roubei-lhe um beijo dos seus lábios, doces, macios que mais pareciam uma peça de seda. É mais do que natural que ela não aceitou bem, mas senti que ela gostou, o modo como ela beijou, mostrou tudo.


Ela não quis que eu a acompanhasse até casa e claro que respeitei. De noite, como sempre, fui passear à beira mar e acabei por encontrar a stôra.


- "Olá stôra, boa noite! Por aqui sozinha a esta hora!?"
 – "Sim, André, gosto de andar à noite!" – disse-me ela sorrindo


- "Stôra, eu estou apaixonado por si..."


- "...Não digas disparates! Sabes muito bem que não podemos!"


- "Stôra, eu desisto das suas aulas, podemos ficar juntos"


- "Não faças isso, André. Não podes desistir das aulas"


- "Mas, que fazemos então!? Eu sei que gosta de mim... senti no se beijo"


- "Shiuuu! Não digas mais nada e beija-me!!!"


Sentamo-nos ali na praia, beijamo-nos, trocamos carícias e acabamos por só sair da praia de manhã, bem cedo. No outro dia, a minha cadeira na aula de matemática ficou vazia, começou-se a falar por toda a escola que eu estava envolvido com a stôra. Por amor, faço tudo! Nesse mesmo dia, anulei a minha matrícula na escola e segui a minha felicidade. Hoje estou junto com a pessoa que amo, afinal compensa sempre fazer um esforço desde que contribua para a nossa felicidade!


 


Tudo isto para dizer que se tens um sonho, um desejo, uma aspiração se não lutares por ela, nunca alcançarás!


 


 

publicado por R.M. às 23:31
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4 comentários:
De Juliana a 7 de Dezembro de 2004 às 15:50
Gostei muito do seu blog e do que você escreve.


De jos M a 5 de Dezembro de 2004 às 01:04
è verdade por amor se faz de tudo , mas muito as vezes que lutamos e não temos nada ,eu vejo isso por mim, mas parei de lutar ok mas esta bonito sim sr força e continua a escrever ,um abraço


De verdinha a 5 de Dezembro de 2004 às 00:14
por amor vale tudo.. k sejas muito feliz =p


De Miss Devil a 4 de Dezembro de 2004 às 23:48
Um fim feliz para uma historia feliz...
Cada esforço de nossa vida vale a pena qd é para o amor, amizade e felicidade.
jinhos


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