Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005

Estação de Comboios...


         Já sai de casa tarde mas a todo o custo tentei chegar à Estação de Comboios.


Ouvi o Comboio, fiquei feliz seria desta que conseguiria apanhar o comboio que transporta a minha vida, tinha tanto por alterar, jogar fora todo o sofrimento e alimentar o coração da locomotiva com amor.


         Estou a chega aos últimos metros, aproximo-me do local de embarque mas já era tarde demais! O Comboio já estava a sair, vinha na minha direcção e mesmo sabendo que lá dentro levava a minha vida e o único modo de conseguir alterar o modo de vida que até ali levava, meio triste, melancólico mas querendo mudar.


 


         Tarde de mais! Uma vez mais, fui tarde demais! Toda a minha vida foi assim, chegava sempre tarde demais por hesitar sempre nos meus passos.


 


         E fiquei parado vendo, ironicamente, a minha vida passar. Esperei tanto tempo para poder alterá-la, agora não sei se tenho tempo para que o Comboio passe por cá novamente, isto se ele passar.


 


         Vejo-o passar por entre as trilhas que suportam o peso de uma vida, cheia de mágoa, dor e alegrias.


 


         Olho para trás e vejo-o queimar a minha dor e tristeza, transformando-se um fumo negro que invade o ar…



 


publicado por R.M. às 00:13
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

Entrega...


         Caminho em direcção ao Mar, o meu fiel confidente.


         Hoje não vou com intenção de lhe fazer mais uma das minhas confidências que a mais ninguém consigo fazer. Sento-me simplesmente perto dele, precisava de estar a vê-lo e de senti-lo tocar nos meus pés nus.


         Levanto-me e sigo em frente, entro por ele a dentro e deixo-me envolver pela sua imensidão. Não consigo parar, nem mesmo ele consegue, desta vez, fazer-me mudar de ideias. E naquele instante, desapareço da superfície ficando de mim apenas a lembrança.


 


         Entreguei-me! Entreguei-me ao Mar de corpo e alma, uma entrega pura em sinal do que sinto por ti.

publicado por R.M. às 11:14
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005

A Verdade da Mentira...


Deixaste-me sem palavras com o que me dizias! Devolveste-me as asas que há muito me tinham roubado, o direito de voltar a voar.


Julguei que fosses a pessoa ideal! Como me pude ter iludido tanto, após tantas vezes ter caído ainda julguei que poderia encontrar alguém como tu, livre para mim…


Envolveste-me com as tuas doces mentiras que depressa se tornaram em amargas verdades.


Porquê? Para quê? A frieza da mentira trespassou-me o corpo, caiu-me lágrimas pela face, tentando lavar a dor que sentia mas em vão…


 


[ Porque é que me devolveste as asas??? ]


 

publicado por R.M. às 14:47
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Domingo, 18 de Setembro de 2005

Caminhar (descalço)


 


Descalço os sapatos e depois as meias, deito os meus pés sobre o frio do chão. Caminho em direcção do nada buscando este vazio, que insiste em me visitar, dia-após-dia.


Dispo, peça a peça do vestuário que trago, ficam espalhadas pelo chão como se da minha pele se se tratasse. Sinto-me a renascer, como se um novo eu, começasse a surgir…


 


 


[ Depois de tanto caminho percorrido, percebi que temos que sentir tudo o que fazemos e passamos, tirei os sapatos e comecei a viver/sentir todos os meus altos e baixos, que o meu longo caminho trás ]


publicado por R.M. às 16:09
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Estou muito Feliz!


 


            Pego num pincel, molho-o na minha alma e escrevo aquilo que me vai lá por dentro mas por vezes é-me difícil exteriorizar todo este sentimento que me acalenta e alenta, por outras complicado expor o poder destruidor desse mesmo sentimento.


         A verdade é que seja, totalmente, real ou não, o que escrevo. Todos os meus “posts” têm uma parte de mim e quem me conhece sabe bem.


         Quero agradecer-vos por tornarem o meu “sonho” realidade. Escrever e ver espelhado nos vossos comentários o que sentiram ao ler, acho que neste aspecto estou acima de todos os escritores porque o impacto é imediato.


         Esperem por notícias, em breve, sobre mim! Quanto aos meus “textozitos”, continuarei até ao dia que vocês se fartem e me mandem passear.


 


                                     Um profundo e sentido Muito Obrigado


                                                        Ruben Andrade


 

publicado por R.M. às 01:06
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Domingo, 11 de Setembro de 2005

Tocar na tua Alma


 


Deixa, deixa poder tocar-te na alma,


Deixa-me poder descobrir-te, desvendar a personagem


Que escondes por detrás das tuas palavras.


Fascina-me o teu modo de falar, de sorrir e de estar com a vida.


Deixa-me poder tocar-te, sentir o teu corpo!


Quero ir mais além,


Desvendar os segredos que envolvem a tua alma.


Que terás para revelar?


 


Fico impaciente na ânsia de te encontrar,


Desespero por não te ver presente no meu dia-a-dia,


Quero-te presente, tornar a tua ausência bem presente!


 


Não quero deixar passar, a tua presença em branco,


Assumiste um papel especial, fazes-me sorrir.


Temo por mim, por ti e por nós…


Olhamo-nos de um modo diferente,


Queremos sentir-nos de um modo diferente.


QUERO-TE!!!!


Por favor, deixa-me tocar na tua alma!

publicado por R.M. às 23:36
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2005

.::Metamorfoses::. (XV)

         - Eu não sei quem é! – disse a Cátia.


         - Como é que não sabes quem é o pai?


         - Eu não sei, tanto pode ser o Ruben como o David. Aconteceu com os dois, não tive como evitar.


        


         Ambas ficaram conversando pela noite dentro. Conseguiram encontrar, na farmácia, um teste de gravidez e constataram que o atraso era mesmo indicador de uma gravidez, a Cátia ficou fora de si. Ela ficou a noite inteira a pensar, não sabia como dizer aos pais que estava grávida, era uma data de questões a resolver, entrou em completo desespero. As decisões do meio da noite, fizeram-lhe acreditar que o queria mesmo era abortar. Fez-se manhã e pôs-se a caminho, ela conhecia um local onde fazias essas práticas ilegais.


         Acordei, como sempre cedo e vou até à cozinha, encontro lá a Susana que me parecia muito perturbada. Acaba por me contar tudo. Saiu com o carro e vou ao encontro da Cátia, já era tarde demais, vejo-a a sair daquele local com dores ainda. Meto-a no carro e pergunto-lhe porque fez aquilo, começa a chorar dizendo que foi horrível mas era tarde demais. Fomos para casa.


 


         Passei o dia completamente desorientado, tinha passado um mês, nesta casa, fantástico, com muitas aventuras, descobertas mas também com alguns desgostos.


         Será que tudo isto vale a pena?


 


         Saiu, de novo, de casa. Vou até uma encosta com vista sobre o mar. Ver o mar faz-me pensar, meditar sobre a minha vida e acima de tudo acalma-me.


 


         Estou farto de tanto sofrer, a minha maré de azar vem-se alastrando à tantos anos.


 


         Sinto que estou sozinho e perdido com as Metamorfoses que me acompanham ao longo da vida.


 


         Acendo um cigarro e vejo-o queimar, a minha vida foi assim, “queimou” rapidamente, nem tive tempo para saborear o aroma do verdadeiro amor, vivi simplesmente farsas. O cigarro chega ao fim e com ele me vou…


 


         Adeus…


 


e e e e e e e e e e e e e e e e e e e e e e e e


 


         Desta vez não há reticências para continuar as metamorfoses destes amigos. Quero deixar um muito obrigado a todos aqueles que ao longo de algumas semanas deixaram aqui os seus comentários, como já disse isso dá imensa força a uma pessoa. Quero pedir desculpa a todos aqueles que quase matava de ansiedade mas faz parte da minha escrita J Estes acabaram mas tem mais por vir! J


         Metamorfose é o que se dá a cada uma, nova, descoberta. E há tantas na vida de cada um de nós, espero que façam da vossa vida um Mar de Metamorfoses, que só vos ajudam a enriquecer como pessoa.


         O meu muito obrigado a todos.


         Até Breve!


(…)

publicado por R.M. às 23:12
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Domingo, 4 de Setembro de 2005

.::Metamorfoses::. (XIV)

         O copo, mexeu-se para o lado do sim. Bem senti uma espécie de “formigueiro” na ponta do dedo, era mesmo esquisito.


 


         Mesmo antes de perguntarmos algo a aquele espírito, o copo movimentasse de novo, o que se torna ainda mais assustador.


         Começamos a soletrar as letras: S – O – C – O – R – R – O!


         Socorro? Está a nos pedir ajuda.


 


         Ficamos com algum receio, quisemos logo sair do jogo. Nesse mesmo instante, uma grande trovoada rasga a escuridão da noite e o silêncio do sótão. Soltamos um grito, tiramos todos os dedos do copo. A janela abre-se e entra um frio bastante frio que nos rodeia, começa a chover. Assustados, fechamos a janela e saímos daquele sítio prometendo não ir de novo lá.


 


         Por ter sido uma noite tão agitada, decidimos ir para a cama. A Cátia, segura no baço da Susana pedindo-lhe que ficasse com ela, precisava de falar. Foram para a sala e a Susana diz:


 


         - Então que tens tu para me dizer?


         - Calma é um assunto complicado!


         - Vá lá, diz, estás a deixar-me preocupada…


         - Ok, eu digo mas…


         - Mas o quê?


         - Não podes contar a ninguém, ninguém pode saber disto!


         - Sim! Até parece que não me conheces!


 


         A Cátia estava muito tensa, não sabia como começar:


         - Eu … bem, é assim o meu período está atrasado.


         - Como assim?


         - O meu período está atrasado uma semana.


         - E és regular?


         - Sim, nunca tenho atrasos.


         - Isso quer dizer que estiveste com alguém e não tomaste precauções?


         - Sim! Mas foi mesmo descuido, foi sem querer!


         - Sem querer Cátia, com a informação que temos hoje em dia, nem é por causa de uma gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis? Onde andas com a cabeça?


         - Foi o impulso do momento…


         - Mas isso não é desculpa e sabes disso!


         - Sim sei mas agora não posso resolver isto, pensando no que poderia ter evitado.


         - Sim, isso é verdade. Já fizeste o teste?


         - Não!


         - Mas tens que fazer. Desculpa mas tenho que fazer esta pergunta, quem é o pai?


 


         Por momentos não houve resposta por parte da Cátia, esta limitou-se ao silêncio e a chorar.


(…)

publicado por R.M. às 15:38
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2005

.::Metamorfoses::. (XIII)

- Sim, acordei e vinha tomar o pequeno-almoço, pelo caminho trouxe este prato que estava na sala mas escorregou-me da mão.


 


Nesse mesmo instante, o Miguel e o João baixam-se para juntar os restos do prato partido, tocam um, na mão do outro. Ficam parados. Aquele olhar entre os dois foi profundo e penetrante, nunca vi nada assim! Acabaram por se levantar e seguiu cada um para o seu lado.


 


O dia de hoje foi bem calmo, não saímos de casa porque estava previsto dar chuvas e trovoadas, no entanto já estávamos na hora do jantar e nada disso tinha acontecido. Hoje passei a tarde com a Márcia, estive a ver como é que ela estava. Ela tinha acabado com o namorado a algum tempo o que a tinha deitado mais abaixo ainda. Mas de momento estava substancialmente melhor, começou a falar com um amigo dela que conheceu desde pequena. Ele confessou-lhe que sempre gostou dela e as coisas começam a assentar entre eles! Fico mesmo muito feliz por ela!


 


Há um acesso que fica perto dos quartos que parece dar para o sótão da casa, decidimos todos ir dar uma vista de olhos, ver coisas antigas. Eu, com o meu espírito aventureiro, decidi ser o primeiro. Abri a porta, esta meia encravada mas com um pouco de jeito lá abri a porta. Está escuro, até arrepia. Procurámos um interruptor e ligamos a luz. Bem O sótão era mesmo grande, tinha estantes com livros, um baú com roupas velhas… vou até à janela e vejo que as previsões meteorológicas estavam mesmo correctas, chuva e ventos fortes, já só as trovoadas. Olho em redor e vejo uma mesa redonda com três patas e sobre ela um tabuleiro e um copo, era uma mesa preparada para o jogo do copo.


 


- Venham cá ver isto! – chamo pelos outros – vamos jogar?


 


Por entre várias negações lá aceitaram todos fazer o jogo.


 


- Está alguém aí?


Vá malta, concentrem-se e nada de brincadeiras, não se brinca com os espíritos.


Está aí alguém?


(…)

publicado por R.M. às 22:46
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