Domingo, 26 de Dezembro de 2004

Perdido...

Sinto-me perdido...


Estou no meio desta multidão procurando a tua mão, mas não há meio de a encontrar. Porque é que vão todos em sentido contrário ao que eu vou?


Olho bem para todos os lados mas não estás! Tu és e sempre serás a estrela que me guiava para o caminho certo, e de um momento para o outro roubam-me a estrela que me ilumina a vida! Que faço agora, não sei por onde ir?


A única coisa que sei, e porque tudo tem uma alma e um corpo, é que tenho que tentar encontrar-te ultrapasse os obstáculos que ultrapassar, lute contra quem tiver que lutar mas farei de tudo para voltar estar lado a lado, contigo.


Estou perdido e receio não mais encontrar-te, faltam-me as forças, não sei mais onde arranjá-las!


...vou desistir, já não consigo lutar, baixo os braços e nada mais me resta do que esperar...


...esperar ao momento em que tu possas chegar e me voltes a guiar, pelo bom caminho!

publicado por R.M. às 02:20
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2004

Adeus...

Chegou a hora! A triste e angustiada, hora da partida!


Porque é que nos temos que separar?


Não basta a dor de poder ter estado, alguns dias da minha vida, a teu lado sem te poder tocar, SEM PODER DIZER O QUANTO GOSTO DE TI? Porque é que me fazes isto, porque é que me deixas no momento em que mais preciso de ti....


Ficaria bem mesmo sem te tocar, sem sentir o teu corpo junto ao meu, ter a tua presença a meu lado horas a fio, era o que precisava. Ah! Esse odor, já tenho tantas saudades.


Lembras-te as horas que passamos a rir, a falar, a discutir assuntos interessantes, trocamos imensas impressões! Então porque é que nos vamos afastar!? Estavamos no caminho certo, eu ainda continuo no mesmo caminho, espero um pouco por ti.


(...)


Já esperei tempo suficiente para ver que nunca mais vais voltar, os caminhos dos nossos destinos nunca mais sem cruzarão, é pena!


Chegou agora a verdadeira hora da despedida, do adeus final, o adeus que eu adiava, na esperança de voltares atrás... Este sim, este adeus doí, provoca angústia, consome uma parte da minha vida!


Já não tenho mais palavras, gastei-as a lamentar-me, talvez foi o meu erro lamentação a mais e acção a menos!


Agora só te digo mais uma coisa...


...Adeus...

publicado por R.M. às 00:38
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

Se...

Se...


Se em vez de em pensar no que vai acontecer amanhã, eu vivesse o dia de hoje com toda a força que tenho...


Se em vez de eu te amar, simplesmente tratasse-te como uma pessoa normal!?


Se em vez de esconder a pessoa que sou, parasse de representar um papel que me fica tão mal?


Se eu parasse para pensar aquilo, que realmente quero da vida?


Se eu parasse um pouco para ver aquilo, que realmente importa?


Se eu despendesse o meu tempo para aqueles que realmente me amam e gostam de mim?


Se eu não vivesse num constante SE que me consome a vida?


Se eu parasse de viver, como seria?


Se eu soubesse o que te vai pelo pensamento?


Se eu tivesse a coragem para assumir o que sinto por ti...


Se eu dissesse sem medo a palavra AMO-TE...


Se eu te tocasse...


Se eu...


Se eu...


Se eu...


Se eu fizesse tudo isto seria feliz...


Será assim tão difícil!?


Ai... Se eu tivesse coragem...


Se eu quero ser feliz...


Se...

publicado por R.M. às 22:08
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

Estou farto...

Estou Farto....


...Farto de me sentir sozinho, estou sentado a uma janela e penso em tudo o que se tem passado comigo nestes meus 20 anos de vida. Após uma longa retrospecção chego à conclusão que nestes vinte anos não fiz nada para me prender aqui, não construí nenhuma base que, na altura de partir, me vá dar "agarrar" ás pessoas que me rodeiam e que nem fiz um esforço suficiente para saber se gostam de mim ou não!


Abro a janela, e espreito para a rua. A lua já vai alta e as estrelas brilham, lá no alto. Está frio, o meu corpo é percorrido por um arrepio que parece gelo a invadir o meu coração. Se ele congelasse seria bom, descanasaria de uma vida da qual estou farto de "viver". Que irónico como posso dizer que isto é viver!? Eu não tenho uma vida, limitei-me à imitação, limitei-me a viver a vida dos outros, limitei-me a não escrever a minha própria vida, limitei-me a fazer um mero papel de figurante na vida dos outros.


O frio continua a invadir o meu corpo, fecho a janela! E deito-me sobre a cama, continuo a pensar.


Neste tempo onde é que estavam as pessoas que mais precisei: a minha mãe, o meu pai, a minha irmã, os meus sobrinhos, os meus amigos... NUNCA estiveram presentes naqueles momentos em que eu estava em baixo e nunca os superei por não ter ajuda... Não, a culpa é  minha eu é que nunca estava onde eles estavam!


Não... ESTOU FARTO! Ao  longo de vinte anos não fiz nenhum esforço a culpa de estar farto é minha e não posso culpar mais ninguém. Eu nunca fiz um esforço suficiente para delinear a minha personalidade, sempre fui um cobarde que me escondia e nunca mostrei aquilo que era, às pessoas! Por isso, ninguém merece alguém como eu, não merecem aturar uma pessoa que nem uma vida delineada tem...


Porque é que existem tantos porquê e nenhuma certeza?


Porque é que em vez de eu tentar ganhar o tempo que perdi, ponho-me com lamentações?


Porque é que eu nunca mudo?


Porque é que tudo nesta vida leva-me ao mesmo caminho de sempre, à mesma solidão, à mesma dor, ao mesmo sofrimento, ao mesmo desfecho?


Vejo uma luz no fundo, essa luz pode ser o fim do túnel e o fiz da minha caminhada mas também pode ser o grande começo de que tanto espero...


Estou farto de esperar....

publicado por R.M. às 13:29
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Sábado, 4 de Dezembro de 2004

O Amor não escolhe...faz acontecer!

Naquela altura, houve uma troca de professores. O meu professor de Matemática tinha sido transferido para outra escola e foi substituído por uma professora, aparentemente nova, bonita, simpática e muito mais havia por descobrir.


A ida às aulas de matemática passaram a ser um prazer, ao contrário do que se passava antes, nem os meus amigos reconheciam-me. Num destes dias vou eu pelo corredor e embato contra a Prof. de matemática, caindo-lhe um monte de livros no chão: - "Desculpe, stôra! Não se preocupe que eu apanho" Num ápice, apanhamos ambos o mesmo livro, toquei-lhe na mão, não me esqueço daquela mão quente, macia, suave, era uma pele de deusa. Olhei-lhe nos olhos tinha olhos castanhos e brilhavam imenso, ficamos os dois parados e só mesmo o som rompante do toque de entrada foi capaz de quebrar tão delicado momento.


- "Deixe estar Stôra que eu, levo os livros até à sala, está muito pesado para si" – disse eu.


Agora o tempo de aula passava a correr, (logo agora que podia passar mais devagar) no final da aula deixei que todos saíssem.


- "Stôra!"


- "Sim André!?"


- " Sentiu o que eu senti, não sentiu?"


-"Quando?"


-"Há pouco, antes da aula, quando os livros caíram!"


-"Não senti nada, além do mais tenho que ir estou atrasada"


-"Podemos ir ao café, depois das aulas?"


-"Não posso, eu sou tua professora, não podemos ter uma relação de amizade perante a população escolar, seria expormo-nos demasiado. Ficamos pela ligação aluno – professor. Até manhã André, quando sair feche a porta"


Fiquei ali na sala parado, há espera que ela voltasse atrás com o que tinha dito mas não, ela não voltou.


À hora da saída estava eu no portão principal à espera que ela saísse. Quando passou por mim, nem reparou na minha presença, então segredei-lhe ao ouvido:


- "Precisa de ajuda?"


A stôra assustou-se de tal modo que os livros voltaram-lhe a cair, desta vez ajudei-a e certifiquei-me de que não havia ninguém a ver-nos, roubei-lhe um beijo dos seus lábios, doces, macios que mais pareciam uma peça de seda. É mais do que natural que ela não aceitou bem, mas senti que ela gostou, o modo como ela beijou, mostrou tudo.


Ela não quis que eu a acompanhasse até casa e claro que respeitei. De noite, como sempre, fui passear à beira mar e acabei por encontrar a stôra.


- "Olá stôra, boa noite! Por aqui sozinha a esta hora!?"
 – "Sim, André, gosto de andar à noite!" – disse-me ela sorrindo


- "Stôra, eu estou apaixonado por si..."


- "...Não digas disparates! Sabes muito bem que não podemos!"


- "Stôra, eu desisto das suas aulas, podemos ficar juntos"


- "Não faças isso, André. Não podes desistir das aulas"


- "Mas, que fazemos então!? Eu sei que gosta de mim... senti no se beijo"


- "Shiuuu! Não digas mais nada e beija-me!!!"


Sentamo-nos ali na praia, beijamo-nos, trocamos carícias e acabamos por só sair da praia de manhã, bem cedo. No outro dia, a minha cadeira na aula de matemática ficou vazia, começou-se a falar por toda a escola que eu estava envolvido com a stôra. Por amor, faço tudo! Nesse mesmo dia, anulei a minha matrícula na escola e segui a minha felicidade. Hoje estou junto com a pessoa que amo, afinal compensa sempre fazer um esforço desde que contribua para a nossa felicidade!


 


Tudo isto para dizer que se tens um sonho, um desejo, uma aspiração se não lutares por ela, nunca alcançarás!


 


 

publicado por R.M. às 23:31
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