Terça-feira, 30 de Novembro de 2004

Cercado pela vida...

   Estou sentado num banco de jardim, chove torrencialmente. Sinto-me Fechado entre quatro paredes que se vão aproximando de mim e formando um cerco ao qual não posso escapar. Ao fim de tudo, estas quatro paredes revelam ser a minha vida, está ficando cada vez mais curta e não tenho outra solução.


O meu corpo treme, preciso de mais uma dose para poder passar mais uma parte do dia bem. O meu olhar procura um lugar onde posso estar sozinho e que possa fazer tudo o que tenho a fazer. Já sem forças no corpo, deambulo até chegar ao meu destino, sento-me amarro o elástico no meu braço e estou pronto a injectar esta substância que me faz o meu metabolismo funcionar mas há uma força qualquer que não me permite injectar, começo a pensar nas pessoas que me rodeiam e que gostam de mim, como sou capaz de desiludi-los assim tanto!


Será que estou a tempo ainda de voltar atrás e recuperar o tempo perdido!? Ligo a um amigo meu a ver o que ele me diz, um amigo, um conselheiro, uma pessoa com todo o carácter que nunca me deixou perdido na vida. Sim este telefonema fez-me bem, o meu amigo dentro de instantes vem ter comigo e vai ajudar-me a integrar-me num centro de apoio, quero recuperar....


Passaram-se dois anos de intensa recuperação, dor, sofrimento, momentos de loucura...


Muita coisa mudou pelas ruas, caras novas, prédio novos, uma agitação diferente. Queria ver a minha mãe, a minha família, os meus amigos... tinha tantas saudades. Fui ter a casa e toquei à campainha, esperei. Este compasso de espera foi muito devastador o meu coração disparou a uma grande velocidade, quando a minha mãe abriu a porta fiquei petrificado e todo este gelo foi quebrado com um abraço que me confortou imenso, foi impossível não soltar uma lágrima.


Hoje olho para trás e vejo 6 anos da minha vida desperdiçados. Tenho 25 anos e espero ainda ir a tempo para a descoberta do mundo a descoberta que eu não fiz por achar que a maior descoberta tinha sido o caminho em que me meti e que a muito custo consegui sair!


 


 

publicado por R.M. às 22:39
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Sábado, 27 de Novembro de 2004

Semana Regional de Prevenção da Toxicodependência

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Cá estamos nós!


 Da esquerda para a direita:


Rapazes: Ruben, Hermenegildo (sim é verdade o rapaz do nome esquesito), Daniel (do Rochão) e o Alcides (Hermenegildo é esquesito mas este não fica atrás lolol)


Raparigas: Herculana e Denise.


 


Esta foi a nossa equipa para o Peddy Paper, realizado hoje (27-11-2004) no Funchal, tendo este sido desenvolvido pelo Serviço Regional de Prevenção da Toxicodependência.


Na foto estamos todos molhadinhos, uma vez que são Pedro não foi nosso amigo e proporcionou-nos uma tarde molhada. No entanto diversão não faltou, e o  que interessou foi mesmo a participação.


Escolhe o Caminho Certo... Sem Drogas


publicado por R.M. às 21:55
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2004

Benção das Capas EPCC 04/05

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Cá estou eu, todo lindo! Sim eu sei, estou lindo, não é preciso repetirem isso! lolololol :P


Bem, está foi data de 19 de Novembro de 2004. Estou assim todo "aproletado", uma vez que eu sou finalista e na Região existe a tradição da Benção das Capas!


Correu tudo muito bem, agradeço desde já a todos os que tornaram este dia possível!

publicado por R.M. às 20:52
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Domingo, 21 de Novembro de 2004

O Padre que pecou...

Ernesto era o Padre da aldeia. Tudo indicava que era um bom homem, com um bom coração mas aquela juventude fazia suspirar o coração de muitas raparigas da aldeia.


O Padre anterior a Ernesto, havia morrido de velhice, duas semanas após a sua morte, pisa o solo daquela região, um homem adulto de corpo bem definido, moreno, olhos verdes, cabelo castanho claro, entre muitos outros atributos a ele inerentes!


Ernesto teve uma semana a fazer algumas alterações na igreja de modo a ficar mais agradável, as pessoas que por ali passavam viam uma pessoa diferente e olhavam-no de lado, por outro lado as raparigas, passavam o dia no café-jardim que havia mesmo ali defronte da igreja, não tiravam os olhos do Padre.


O Padre cansado de tanto trabalho decide ir ao café tomar algo para se refrescar. Fernanda, a empregada do bar atende-o: - Bom dia! Deseja alguma coisa?


- Sim, pode ser uma água mineral fresca.


- É novo por aqui?


- Sim, sou o novo Padre da vossa paróquia. Começo já no próximo domingo.


Fernanda ficou estupefacta, perante a resposta do Padre. Logo após a saída do Padre ela tinha que dizer às pessoas. O burburinho foi geral.


Passaram-se meses e todos adoravam o novo Padre. Marina, uma mãe afastada da sua filha por consumo de drogas, decidiu falar com o Padre a ver se conseguia ajuda, todos os dias a sua visita à paróquia era inevitável.


Graças ao Padre, Marina parou o consumo de drogas e começou a poder desfrutar da companhia da sua vida mas não era tudo, ela gostava da companhia do Ernesto começou a senti-lo como seu amigo e havia qualquer tipo de ligação muito forte entre os dois.


Numa noite, Marina convida Ernesto a jantar com ela. Marina preparou uma mesa muito bonita, simples e com um toque muito romântico, sobre a mesa havia flores e velas. Para finalizar vestiu um vestido muito bonito e ficou a aguardar a chegada do seu "amigo". Jantaram, conversaram até que as mãos, dos dois, juntam-se: - Eu gosto muito de ti, Ernesto! - disse Marina.


- Marina, não digas isso! Eu não posso!


- Sim eu sei, mas ninguém pode proibir-me de te amar. Tu fizeste-me muito bem, eu hoje estou "curada" devido à tua persistência para comigo.


- Mas...


- Não digas mais nada...


Marina levantasse e beija apaixonadamente Ernesto, e este sem poder lutar contra o que sentia, não pôde evitar que os dois concebessem o verdadeiro amor. No dia seguinte acordam os dois juntinhos um ao outro. - E agora, que fazemos? - questiona Marina - Vais continuar comigo não vais?


- Não te posso responder a isso, eu gosto de ti. Mas isto é a minha vida, foi o que eu escolhi para fazer da minha vida, tenho que pensar, vou estar um tempo fora preciso de repouso.


Ernesto este fora da aldeia durante três semanas, Marina já desesperava, quando voltou fazia-se acompanhar por um outro Padre. Ernesto dirigiu-se à casa de Marina e explicou tudo o que tinha feito neste tempo e o que decidiu fazer.


A aldeia passou a ter um novo Padre, Ernesto deixou de vestir as suas vestes de Padre e voltou a ser mais um homem comum. Comum poderá ser, mas FELIZ, mais feliz que muitas pessoas que deixam morrer os seus sonhos só por quererem ser bem vistos aos olhos dos outros mesmo que custa a felicidade.


Nunca deixes que os teus sonhos morrerem mesmo que por mais difícil que seja o caminho, caso contrário nunca saberás se consegues atingir determinado objectivo que seja, nunca te dês por vencido!

publicado por R.M. às 14:43
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2004

Porquê?...

   Tenho 16 anos, 16 longos anos em que as memórias más sobrepõe-se às boas, 16 anos em que vejo a minha família demoronar-se em torno de um problema que afecta a sociedade, 16 anos em que só me apetece fazer um "delete" da minha memória, 16 anos que fizeram-me crescer à força...


...tudo começou quando o meu pai começou a beber, parece que para ele a vida sem bebida deixava de fazer sentido. Ele começava por chegar tarde a casa aos fins de semana, dizia à minha mãe que ia beber uns copos com os amigos.


A início não ligavamos muito mas quando começou a tornar-se sistema, começava a tremer só de pensar que naquele dia chegaria alcoolizado a casa, e começaria a discutir com a minha mãe, sim a discutir com a minha mãe. Por diversas vezes, quando já estava na cama, ele ia para o quarto com a minha mãe e trancava-a lá dentro, discutiam e por vezes até a batia. Mas porquê!? Porque é que a minha mãe nunca fez nada contra ele, porque é que ela nunca apresentou uma unica queixa sobre ele. A minha mãe sempre viveu do casamento e para o casamento, fazia tudo para fazer do seu lar um local feliz, mesmo que isso custasse a sua felicidade.


   Aqueles fins de semana tornaram-se em todos os dias, e quase todos os dias haviam discusões em casa. Contudo eu cresci, tenho 16 anos e aprendi a enfrentar os problemas e aprendi a não ficar no meu quarto enquanto a minha mãe era maltratada pelo meu pai. Um dia entrei pelo quarto e ele estava com o cinto na mão, e ia bater na minha mãe, mais uma vez! Mas desta vez eu não permiti, empurei-o, depois trouxe a minha mãe para o meu quarto e ficamos lá! Nessa noite, dormimos já tarde, ficamos a conversa, e expliquei-lhe que ela não tinha que ter vergonha, da situação em que vivia e que devia ter falado comigo e claro pedi-lhe desculpa por demorar tanto tempo em dar este passo que a tiraria daquela situação. Acordamos também que iamos terminar com esta situação, no dia seguinte iriamos ao advogado e pedir o divórcio.


O caso arrastou-se por mais 5 meses, findo este tempo o tribunal decidiu que o pai teria que sair da casa onde estavam...


foi dificil viver sem um pai... mas hoje, olhando para trás, vendo as coisas que a minha mãe passou à custa de um copo com os amigos, sinto raiva...


...uma raiva que me consome.


Acima de tudo aprendi uma nova lição, mais uma: Nunca posso ter medo de afirmar-me como Ser Humano com o mesmo direito à vida.

publicado por R.M. às 22:26
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2004

Positivo...

   Sim! Foi naquele dia em que cometi um dos maiores erros da minha vida (senão o maior deles).


Foi naquela noite, em que comecei a aproveitar a vida, pena ter descoberto que viver é bom, através do pior método. Eu não tive a culpa, pelo menos até certo ponto mas também não posso culpar ninguém, bastava um pouco de precaução. Se não existisse informação suficiente, mas há! Tento a todo o custo, procurar uma boa desculpa que me retire este peso na consciência mas a verdade é que por mais que procure nunca irei encontrá-la.


   Talvez naquela noite... se naquela noite eu não tivesse bebido um pouco de mais, mas eu excedi os meus limites, não sabia o que fazia e deixei-me envolver com uma pessoa que não sei quem é, nunca a tinha visto antes, no entanto se a visse hoje, novamente, saberia perfeitamente que é aquela pessoa que me fez ser o que sou hoje.


Parece impossível que existam pessoas que queiram que aconteça o mesmo, que já lhes aconteceu,  aos outros!!! Eu nunca faria uso de uma "arma" com um tal poder tão destrutível.


Naquela noite, lembro-me apenas de estar na discoteca com os meus amigos, tinha saído como era hábito, era o aniversário de um amigo meu. Com toda aquela folia, bebi e voltei a beber, fiquei completamente embriagado... (soubesse eu o que me esperava naquela noite)... Lembro-me de ter saído da discoteca com uma rapariga e de acordar pela manhã com uma grande dor de cabeça, estava num lugar estranho, devia ser a casa dela. O nosso contacto foi muito frio, queria sair dali.


Passaram-se, sensivelmente, 7 meses após aquele dia, voltamos mais uma noite a sair e cruzamo-nos com ela. O meu grande amigo conhecia-a e tinha acabado de saber que ela tinha o HIV, quis falar comigo à parte e aconselhou-me a fazer o teste do HIV, porque eu tinha dormido com ela. Nesse preciso instante, sai de onde estava e fui para casa, deitei-me mas não conseguia dormir, só queria saber se tinha tido a precaução que nunca me faltou... (claro que tive! Nunca falhou o uso do preservativo, porque é que não ia ter usado)... no entanto, este meu pensamento não me tranquilizava. Subitamente, é manhã e dirijo-me ao laboratório, faço as análise e tive que aguardar 3 semanas. Foram semanas de angústia, dor, sofrimento, tristeza.... O tempo demorou a passar e quando chegou ao dia, fui buscar as análises.


   Tinha uma carta selada na minha mão que continha a minha sentença. Não sabia o que fazer! Fui andando até à praia, estar lá, acalmar-me-ia. E foi lá, que comecei a abrir a carta, a pouco e pouco retirava o conteúdo mas hesitei, as minhas mãos tremiam muito, um suor frio percorria-me a cara, sentia-me incapaz de ler o que estava escrito. Tinha que saber o que seria da minha vida, abri a folha e entre muitos dados referentes a mim tinha a palavra: POSITIVO.


Sim, eu era seropositivo. Contactei o meu médico que rapidamente, colocou-me a realizar todos os tratamentos inerentes ao vírus do HIV, fiquei desgastado, modificado, melhor dizendo completamente modificado... estava a ver passar o resto dos meus dias agarrado a uma cama de hospital, já sem solução possível. Era tarde de mais para lamentar o que fiz e para remediar o que estava feito. Acabei por recuperar como que por milagre (não sei se existem, mas a verdade é que estou aqui).


Hoje estou dependente de dezenas de comprimidos diários, tomados a horas exactas, tenho que calcular com máxima precisão se não quero ter uma recaída. Além desta dependência, nunca mais voltei a ser o mesmo, a minha imagem está completamente mudada, trata-se de uma imagem desgastada!


Acima de tudo, aprendi a dar valor a cada segundo da minha vida, tenho uma luta constante por ter sempre mais uns segundos, segundos preciosos que para uns não valem nada e para mim significam VIDA.


Não se esqueçam que a prevenção está ao alcance de cada um! Não vale a pena passar por um processo tão moroso para aprender dar valor à vida, há métodos bem mais simples!

publicado por R.M. às 00:06
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2004

Ponte 2

Ao estar aqui, no cimo da Ponte, atingimos a liberdade necessária para a realização própria. Olho para baixo e vejo todas as pessoas que gostam de mim e que sentiram concerteza a minha falta! Olho para o lado oposto e vejo a água que me espera, um erro cometemos apenas uma vez, portanto volto costas à água e vou descer com todo o cuidado para junto dos que me querem bem.


Cheguei à superfície, e estou a deliciar-me com o que me dizem cá em baixo!


É tão bom sabermos que temos com quem contar, e que gostam de nós! Para mim esta foi a mior prova de amizade e afecto que me podiam ter dado!


É incrivel o que um pouco de atenção pode fazer, deixaram de me prestar atenção e o que me ocorreu foi logo morrer mas quando vi que era tudo da minha imaginação, percebi que gostavam de mim e que me queriam dedicar algum tempo, eu desço do cimo daquela ponte e senti o que cada um deles tinha para me dizer!


Portanto no dia em que precises de desabafar, falar, chatear, entre outros, podes contar comigo, estarei sempre de ouvidos bem abertos, com o meu sorriso provocado pelo dia em que todos deram-me o seu "voto" de confiança (esse sorriso ficou sempre) disposto a tentar ajudar!


 


(Este texto: Ponte 2 é só para demonstrar que nem tudo tem de acabar do pior modo, como no texto PONTE, e de  um modo menos feliz)

publicado por R.M. às 23:36
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2004

Ponte

   Aqui estou eu na Ponte, esperando pelo anoitecer.
Tenho vontade de atirar-me, sentir a sensação de liberdade; sentir o que os pássaros sentem quando voam! Olho para baixo e o que me espera é um rio, será que me vou atirar!?


   Tenho que pensar: será que faço falta a alguém? Será que vão dar pelo meu desaparecimento? E quando repararem que não fui a casa dormir? A minha mãe, como vai ficar? Os meus sobrinhos? A minha prima? Os meus amigos? O meu curso? A minha escola? A minha vida?


Será que consigo resposta a todas estás perguntas? Ou será que atiro-me sem tê-las respondido?


São só perguntas!!! Perguntas que não têm resposta! Perguntas que me fazem ver que atirar-me é a melhor solução! QUERO SENTIR A LIBERDADE!!! Toda a minha vida vivi aprisionado numa "jaula" com a porta aberta! Eu tive oportunidade de fugir mas não. Continuei lá! Sem força de viver a vida!


A cada pensamento meu surge uma nova pergunta! Porque é que me faço tantas perguntas!? Para atrasar o inivitável? Para retardar o meu momento de liberdade? Não me importo de chegar lá abaixo e já não ter vida, quero fazer desta queda um salto positivo! Será um momento bom, mais extenso da minha vida! SIM! Porque vivi anos "enjaulado" com medo das retaliações, com medo dos comentários dos outros, com medo que não gostassem de mim. Permaneci fechado e fechado vou continuar, ninguém estendeu-me a mão quando mais precisei! Onde andaram as pessoas que não me ajudaram? Será que eu é que devia tê-las procurado?


 


Pouco e pouco levanto-me, estou no cimo da Ponte! - Que bom, sinto-me livre.


Pena o Homem ser um ser insastisfeito! Quero mais, esta liberdade não me chega! Está decidido, vou satisfazer a minha "necessidade": vou atirar-me....


...espera quem são aqueles lá em baixo!? A minha mãe, os meus sobrinhos, a minha prima, os meus amigos, até estão lá aqueles que eu nunca pensei que estivessem! Ouço-os a gritar: - Não te jogues, desçe daí com calma!


Estarei a ouvir bem!? Será que todas as minhas dúvidas eram meramente existencialistas! Acho que sim, afinal tenho apenas 20 anos, tenho uma vida pela frente e o que deixei para trás é uma bagagem muito pequena, acho que eles têm razão, todos têm direito a uma segunda oportunidade e eu vou agarar-me a esta com unhas e dentes.


Bem vou descer quero continuar a viver, afinal não há nada de melhor do que VIVER!


Estou a dar o meu primeiro passo mas nem tudo corre bem, tropeçei e estou a cair, tudo resume-se a uma fracção de segundos! A minha vida termina aqui...


...Porquê???? Não tive tempo de dizer o quanto amo aqueles que me rodeiam. E pensar eu que a resposta a tudo sempre esteve debaixo do meu nariz e nunca vi, todos gostam de mim. Como fui tolo, pena perceber tudo tarde de mais!


"Colidi" agora na água fria, parecem mil laminas cortantes que trepassam-me o corpo.


Acabou aqui toda a minha vida!


Querem saber uma coisa? Sim eu sinto aquele pequeno momento de liberdade, eu voei! Foi muito bom mas, no entanto, não compensa não há nada melhor do que liberdade de escolha, de expressão, de fazeres o que quiseres menos pôr-mos termo à vida!

publicado por R.M. às 23:58
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